Os 12 Riscos Psicossociais Que Podem Gerar Processos Para a Sua Empresa

Se você é gestor, líder de RH ou dono de empresa, preste muita atenção: o jogo mudou em 2026. O termo “risco psicossocial” deixou de ser apenas um assunto de palestras motivacionais e entrou de vez no radar jurídico e financeiro das organizações.

Com as atualizações da Norma Regulamentadora 1 (NR-1) em 2026, as empresas agora são obrigadas a identificar, documentar e atuar contra fatores que afetam a saúde mental dos colaboradores dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Ignorar isso não resulta apenas em um “clima ruim”; resulta em multas pesadas e processos trabalhistas milionários. Mas você sabe identificar quais são as atitudes e processos diários que estão adoecendo sua equipe?

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O Que São Riscos Psicossociais?

Riscos psicossociais são fatores ligados à organização, gestão e ambiente de trabalho que podem causar danos psicológicos, físicos ou sociais aos profissionais. Não estamos falando de problemas pessoais que o funcionário traz de casa, mas sim de como a empresa estrutura as demandas e as relações.

Abaixo, detalhamos os 12 principais riscos que a nova NR-1 exige que você monitore e controle.

Os 12 Principais Riscos Psicossociais nas Empresas

1. Exigências Excessivas (A Síndrome do “Tudo é Pra Ontem”)

Acontece quando o volume ou a complexidade das tarefas ultrapassa constantemente a capacidade do time. Não é um pico sazonal; a equipe opera no limite diariamente. Reuniões em sequência, prazos irreais e falta de priorização são os sintomas mais claros.

2. Baixo Controle e Microgestão

O colaborador tem a responsabilidade de entregar o resultado, mas nenhuma autonomia sobre como fazer o trabalho. O líder revisa cada e-mail e dita cada passo. Esse excesso de controle sufoca a criatividade e gera estresse crônico.

3. Falta de Clareza de Papéis

O profissional não sabe exatamente o que esperam dele. As cobranças são contraditórias (“faça rápido, mas perfeito”, “inove, mas siga o manual”). Muito comum em empresas de crescimento acelerado que não estruturam seus processos.

4. Liderança Disfuncional e Falta de Apoio

Líderes que usam o medo como ferramenta de gestão, expõem erros em público, praticam o “silêncio punitivo” ou simplesmente estão ausentes quando o time precisa de suporte técnico ou emocional.

Lidar com lideranças tóxicas ou aprender a liderar sem adoecer sua equipe exige um nível de inteligência emocional que poucas pessoas possuem naturalmente. Se você quer desenvolver uma postura inabalável, blindar sua mente contra o estresse corporativo e se posicionar como um líder (ou profissional) de alto valor no mercado, convido você a conhecer o manual Mentalidade de Alto Calibre. É o guia definitivo para quem deseja dominar o jogo mental e financeiro em ambientes de alta pressão.

5. Assédio Moral e Sexual

Situações de constrangimento, humilhação, piadas repetidas, isolamento proposital ou abordagens com conotação sexual não desejada. A tolerância da empresa a esses atos (mesmo que velada) é um dos passivos trabalhistas mais perigosos hoje.

6. Injustiça Organizacional

A percepção de que a empresa tem “dois pesos e duas medidas”. Promoções sem critério, distribuição desigual de carga de trabalho ou tolerância a comportamentos ruins apenas porque o infrator é um “alto executivo”.

7. Reconhecimento Insuficiente

O time entrega resultados excepcionais e a recompensa é… mais trabalho. Metas batidas viram obrigação e o erro é punido severamente. A falta de feedback positivo e de plano de carreira mina a motivação.

8. Hiperconectividade e Invasão da Vida Pessoal

Mensagens de WhatsApp fora do horário, reuniões marcadas nas férias, cultura de resposta imediata no fim de semana. O colaborador nunca desliga, o que impede a recuperação mental e física (descanso).

9. Mudanças Mal Geridas

Fusões, demissões em massa ou trocas de sistema comunicadas de última hora, sem contexto ou suporte. A falta de previsibilidade deixa o time em estado de alerta constante, temendo pelos próprios empregos.

10. Exigência Emocional Extrema

Comum em áreas de atendimento ao cliente, saúde ou cobrança. O colaborador precisa absorver hostilidade, xingamentos ou histórias traumáticas o dia todo e manter um sorriso no rosto, levando à exaustão emocional ou à perda de empatia.

11. Isolamento Profissional

Ocorre frequentemente no trabalho remoto mal gerido. O profissional trabalha sem conexão com a equipe, a comunicação é puramente transacional (só para cobrar demandas) e ele sente que “incomoda” se pedir ajuda.

12. Ambiente que Favorece a Discriminação

Cultura que permite “brincadeiras” sobre aparência, raça, gênero ou orientação sexual. A pessoa afetada passa a trabalhar em estado de alerta, medindo cada palavra, o que drena sua energia produtiva.

Como Identificar e Agir na Prática?

O primeiro passo para adequar o PGR da sua empresa à nova NR-1 não é contratar um psicólogo, mas olhar os dados:

  • Analise os indicadores: Onde o turnover (rotatividade) é maior? Qual setor tem mais atestados médicos ou horas extras crônicas?
  • Mude as perguntas: Em vez de perguntar “Você está estressado?”, pergunte em pesquisas anônimas “Com que frequência você recebe demandas impossíveis de cumprir no prazo?”.
  • Documente: A identificação desses riscos deve ser registrada no inventário do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), acompanhada de um plano de ação (ex: treinamento de líderes, revisão de metas, políticas de desconexão).

A saúde mental deixou de ser “mimimi” para se tornar uma métrica dura de negócio. Empresas que não entenderem essa mudança em 2026 pagarão a conta em multas, processos e perda de talentos.

FAQ — Perguntas Frequentes

O que mudou na NR-1 sobre riscos psicossociais em 2026?

A NR-1 passou a exigir explicitamente que as empresas incluam os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho (como sobrecarga, assédio e metas abusivas) no seu Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), identificando-os e criando planos de mitigação.

O que é um risco psicossocial no trabalho?

São características da concepção, organização e gestão do trabalho, bem como seus contextos sociais e ambientais, que têm o potencial de causar danos psicológicos, sociais ou físicos aos trabalhadores (ex: burnout, depressão, estresse crônico).

Como provar o assédio moral ou sobrecarga na empresa?

A prova pode ser feita através de e-mails, mensagens de WhatsApp fora do horário, depoimentos de testemunhas (colegas de trabalho), registros de horas extras excessivas e laudos médicos que comprovem o nexo causal entre a doença (ex: Síndrome de Burnout) e o ambiente de trabalho.

A empresa pode ser multada por não tratar a saúde mental?

Sim. Com a obrigatoriedade dos riscos psicossociais no PGR, auditores do Ministério do Trabalho podem autuar a empresa por descumprimento de normas de saúde e segurança, além do risco altíssimo de condenações por danos morais na Justiça do Trabalho.

Douglas

Writer & Blogger

Fundador do Hub Qualificado & Especialista em Finanças Pessoais e Escritor do Livro Mentalidade de Alto Calibre. Douglas dedica-se a estudar e ensinar estratégias de enriquecimento e alta performance. Com foco em planejamento financeiro realista e blindagem de mentalidade, ele transforma dados complexos em guias práticos para quem busca liberdade financeira.

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