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ToggleO governo oficializou o novo salário mínimo de R$ 1.621 para 2026, com reajuste de 6,79% sobre os R$ 1.518 de 2025 (INPC de 4,18% + ganho real de 2,5% pelo PIB 2024). O valor diário passa a R$ 54,04 e horário a R$ 7,37, impactando milhões de trabalhadores e benefícios sociais a partir de 1º de janeiro.
Impactos principais do reajuste
O piso nacional serve de referência para diversos programas. Veja o que muda:
Detalhes por benefício
Abono salarial PIS/PASEP
Valor máximo sobe para R$ 1.621 (ano inteiro trabalhado com carteira assinada em 2024).
- Cálculo: salário mínimo ÷ 12 × meses trabalhados.
- Exemplo: 6 meses = R$ 810,50.
- Menos pessoas elegíveis em 2026 devido a corte de renda mais rigoroso (até 2 salários mínimos).
Seguro-desemprego
Parcela mínima: R$ 1.621 (garantia legal).
Outras parcelas corrigidas pelo INPC, variando por tempo de serviço e salário anterior. Pagamento proporcional ao período trabalhado.
MEI: DAS reajustado
Composição do DAS-MEI 2026 (a partir de fevereiro):
- INSS: R$ 81,05 (5% de R$ 1.621).
- Comércio/Indústria: + R$ 1 (ICMS) = R$ 82,05.
- Serviços: + R$ 5 (ISS) = R$ 86,05.
- MEI Caminhoneiro: INSS 12% (R$ 194,52) + fixos = R$ 200,52 a R$ 207,42.
Atraso gera multa; pagamento garante aposentadoria, auxílio-doença etc..
BPC e CadÚnico
- BPC: R$ 1.621 para idosos/deficientes de baixa renda (per capita até R$ 810,50). Exige CadÚnico atualizado a cada 2 anos.
- CadÚnico: Limites de renda familiar ajustados (até ½ salário mínimo per capita).
Outros impactos relevantes
- Crédito consignado: Margem aumenta para aposentados/pensionistas/BPC (até 45% da renda).
- Trabalhador intermitente: Horário mínimo R$ 7,37; diário R$ 54,04.
- Aposentadorias acima do mínimo: Seguem INPC (não salário mínimo).
- Bolsa Família: Sem reajuste previsto (permanece R$ 600 base).
Calendário: Reajuste vale para salários/benefícios de janeiro/2026 (pagos em fevereiro). Consulte app Carteira de Trabalho, gov.br ou Caixa para datas exatas.
Esse aumento beneficia cerca de 60 milhões de pessoas diretamente ligadas ao mínimo, mas pressiona contas públicas em R$ 159,5 bi (Orçamento 2026).





