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ToggleSe você tem a sensação de que o dinheiro no banco está rendendo mais ultimamente, não é impressão sua: é matemática. Com a taxa Selic estacionada em 15% ao ano neste final de 2025, o Brasil vive um momento singular para quem poupa. O termo “rentismo” nunca esteve tão em alta, e os números provam que a Renda Fixa deixou de ser o “patinho feio” para virar a estrela da carteira.
Mas não se engane: enquanto a maioria olha apenas para o CDB do banco, os investidores mais atentos encontraram retornos superiores a 23% em títulos públicos e uma valorização explosiva em metais preciosos. Vamos entender onde está o dinheiro de verdade.
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O retorno que “humilhou” a Poupança
Nos últimos três anos, o CDI (que caminha de mãos dadas com a Selic) acumulou uma valorização impressionante de quase 42%. Para colocar em perspectiva: quem deixou o dinheiro parado em aplicações atreladas ao CDI no início do atual governo viu seu patrimônio crescer, em média, 13,25% ao ano.
Isso é mais que o dobro da média observada no governo anterior (5,5%). O cenário econômico de 2025 consolidou o Brasil como o paraíso dos juros reais.
“Com a Selic em 15%, o risco de se aventurar na Bolsa precisa valer muito a pena. O investidor brasileiro voltou para casa: a segurança da Renda Fixa.” — Análise de Mercado
Essa segurança atraiu uma multidão. O Tesouro Direto bateu recordes históricos, somando R$ 196 bilhões em investimentos. O brasileiro percebeu que emprestar dinheiro para o governo, neste momento, é uma das estratégias mais eficientes para multiplicar capital sem a volatilidade cardíaca das ações.
Os campeões ocultos: Quem rendeu mais de 23%?
Muitos investidores ficam presos ao “Tesouro Selic” (o mais conservador), mas os grandes vencedores de 2025 foram os títulos Prefixados e de Inflação.
Quem teve a visão de travar a taxa nas Letras do Tesouro Nacional (LTN) ou apostar na proteção contra a inflação com as NTN-B, colheu frutos doces. Até 22 de dezembro, esses papéis entregaram retornos superiores a 23,95%. Isso supera (e muito) a grande maioria dos fundos imobiliários e ações do Ibovespa.
A lição aqui é clara: diversificar dentro da própria Renda Fixa é o segredo para potencializar ganhos mantendo a segurança.
Quando o mundo treme, o Ouro brilha
Enquanto a Renda Fixa domina o cenário doméstico, outro fenômeno chamou a atenção dos investidores globais em 2025: a corrida pelos metais preciosos.
Em tempos de incerteza geopolítica, o ouro e a prata reassumiram seu posto de “Porto Seguro”.
- Ouro: Valorização de quase 70%, com a onça-troy atingindo US$ 4,4 mil.
- Prata: Um salto impressionante de mais de 100%, chegando a US$ 69 a onça.
Isso mostra que, mesmo em um cenário de juros altos no Brasil, ter uma parte do patrimônio em ativos reais e dolarizados (como ETFs de ouro na Bolsa) foi uma estratégia brilhante de proteção e multiplicação.
Se você sente que perdeu essas oportunidades em 2025, calma. O cenário de juros altos deve permanecer, e entender como montar uma carteira que misture a segurança da Selic com o potencial de proteção do Ouro é fundamental para 2026. Em nosso guia sobre alocação de ativos, explicamos como equilibrar esses pratos.
O que significa a alta da Selic e do CDI para os investimentos em renda fixa?
Com a Selic em 15% e o CDI acompanhando, os títulos de renda fixa (como CDBs, Tesouro Direto e LCIs/LCAs) passam a oferecer rendimentos muito mais atrativos. Isso ocorre porque boa parte desses produtos está indexada a esses indicadores, aumentando automaticamente a rentabilidade.
Quais são os melhores investimentos de renda fixa com a Selic em alta?
Em períodos de juros altos, os produtos mais procurados são:
Tesouro Selic (baixo risco e liquidez diária)
CDBs de bancos médios com taxas acima de 110% do CDI
LCIs e LCAs isentas de IR
Fundos DI e de crédito privado com boa gestão de risco
Vale a pena investir em renda variável com a Selic a 15%?
Com a renda fixa pagando mais, muitos investidores migram para produtos conservadores. No entanto, boas ações e fundos imobiliários acabam ficando “baratos”, o que cria oportunidades para quem pensa no longo prazo. O ideal é equilibrar conforme o perfil de risco e objetivos.
Quando a Selic deve começar a cair e o que fazer antes disso?
Segundo analistas, após atingir picos elevados, o Banco Central tende a reduzir a Selic para estimular a economia. Antes dessa queda, vale aproveitar para:
Garantir taxas longas nos prefixados
Acumular reserva em Tesouro Selic (liquidez imediata)
Se preparar para migrar gradualmente para ativos de maior risco no ciclo seguinte





