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ToggleNo mercado financeiro, a lógica nem sempre segue o medo. Nesta segunda-feira, o mundo acordou com notícias de exercícios militares chineses ao redor de Taiwan — um “aviso severo”, segundo Pequim. O roteiro parecia óbvio: pânico, vendas em massa e queda nas bolsas. Mas o que aconteceu foi exatamente o oposto na ilha.
Enquanto navios manobravam no estreito, o índice de Taiwan fechou em alta. Esse fenômeno nos ensina uma lição valiosa sobre como o dinheiro “pensa” diferente das manchetes de jornal. Vamos entender o que está acontecendo do outro lado do mundo e como isso afeta seu bolso aqui no Brasil.
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O paradoxo da ameaça: O mercado já sabia?
A China anunciou exercícios militares como resposta a “forças separatistas” e possíveis interferências externas (leia-se: venda de armas dos EUA e apoio do Japão). A tensão é real e palpável.
No entanto, o Taiex, principal índice de Taiwan, ignorou o barulho dos canhões e subiu 0,89%, alcançando 28.810 pontos. Por que? O mercado odeia surpresas, mas tolera riscos conhecidos. Investidores locais parecem ter “precificado” a retórica militar como parte do jogo geopolítico, focando nos fundamentos das empresas de tecnologia.
“Os mercados financeiros agem como mecanismos de antecipação. Quando o evento ‘temido’ finalmente ocorre, muitas vezes a reação é de alívio, não de pânico, pois a incerteza foi removida.” — Princípio de Investimento Global
Coreia do Sul: O lucro da defesa
Outro destaque curioso veio da Coreia do Sul. O índice Kospi saltou 2,20%. O motivo? Em tempos de tensão, dois setores brilham:
- Chips e Semicondutores: A base da economia asiática.
- Indústria de Defesa: Papéis ligados a armamentos e segurança tendem a valorizar quando o vizinho mostra os dentes.
Se você investe em BDRs ou ETFs de tecnologia asiática, é crucial monitorar esses movimentos. O medo geopolítico gera volatilidade, mas também abre janelas de oportunidade para quem tem sangue frio e estratégia de longo prazo. Para entender como proteger sua carteira dessas oscilações globais, nossos guias sobre diversificação internacional são leituras obrigatórias.
Um mapa misto na Ásia
Nem tudo foi euforia. A incerteza cobrou seu preço em outras praças. O Japão (Nikkei) caiu 0,44%, pressionado pelo setor de eletrônicos, e Hong Kong (Hang Seng) recuou 0,71%, sentindo o peso das empresas de tecnologia chinesas que sofrem com a regulação e o clima tenso.
O cenário mostra que não há uma “direção única”. O investidor precisa ser seletivo.
- Xangai (China): Queda marginal de 0,04%.
- Sydney (Austrália): Queda de 0,42%.
Isso reforça que, em 2025, investir cegamente em “Ásia” não funciona. É preciso saber escolher entre o dinamismo dos chips de Taiwan/Coreia e a cautela da China continental.
Por que as bolsas asiáticas fecharam sem direção única hoje?
Os mercados asiáticos encerraram mistos devido a baixa liquidez de fim de ano e cautela com exercícios militares chineses ao redor de Taiwan, que geraram alertas de risco geopolítico. Taiwan e Coreia do Sul subiram, enquanto Japão, Hong Kong e China caíram levemente.
Quais índices asiáticos subiram apesar das tensões com Taiwan?
O Taiex de Taiwan avançou 0,89% para 28.810 pontos, impulsionado por chips e defesa, e o Kospi sul-coreano ganhou 2,20%, a 4.220 pontos, com semicondutores em alta. Esses ganhos ocorreram mesmo com manobras chinesas próximas à ilha.
Quais bolsas asiáticas caíram com as tensões sobre Taiwan?
O Nikkei japonês recuou 0,44% para 50.526 pontos, pressionado por eletrônicos; Hang Seng de Hong Kong caiu 0,71% para 25.635 pontos; e Xangai Composto perdeu 0,04%. A Austrália (S&P/ASX 200) também cedeu 0,42%.





