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ToggleSe você acompanha o mercado cripto, provavelmente sentiu o coração acelerar nesta sexta-feira. O Bitcoin voltou a flertar com a casa dos US$ 90.000, um marco psicológico que separa os otimistas dos cautelosos. Mas, diferentemente da euforia desenfreada de anos anteriores, o movimento de hoje traz um misto de esperança e desconfiança.
Enquanto o Ethereum também mostra força, subindo mais de 4%, o mercado parece prender a respiração. Todos os olhos estão voltados para os Estados Unidos: dados de emprego na próxima semana e a “novela” sobre quem será o novo dono da caneta no Federal Reserve (o banco central americano) estão ditando o ritmo. Será que estamos diante de um novo rali ou de um “bull trap”?
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O Cabo de Guerra dos US$ 90 Mil
No fim da tarde desta sexta-feira, 2 de janeiro, o Bitcoin (BTC) operava com alta de 1,86%, cotado a **US$ 89.916**. Durante o dia, ele chegou a romper a barreira dos US$ 90 mil, mas encontrou resistência. Já o Ethereum (ETH) brilhou mais forte, com uma valorização de 4,3%, negociado a US$ 3.122.
Para o investidor comum, esses números são empolgantes. Mas analistas da Investtech alertam: para que a festa continue, o Bitcoin precisa se manter consistentemente acima dos US$ 88.000. Se transformar esse teto em piso, o caminho para novas máximas fica mais limpo a curto prazo.
Porém, nem tudo são flores. A empresa de investimentos Inversion aponta um sentimento curioso: “desconforto”. Mesmo com a adoção crescendo, o preço parece patinar, frustrando quem esperava uma explosão imediata em 2026.
“O mercado cripto amadureceu. Ele não sobe mais apenas com ‘hype’, ele reage a dados macroeconômicos como qualquer ativo sério.”
O “Urso” na Sala: Previsão de Queda para US$ 56 Mil?
Se você tem estômago forte, precisa ouvir o outro lado. A CryptoQuant, conhecida por suas análises baseadas em dados on-chain, jogou um balde de água fria: existe a possibilidade de o Bitcoin recuar para a faixa de US$ 56.000 em 2026.
O motivo? Uma queda acentuada na demanda institucional e de varejo após o frenesi inicial. Isso não significa o fim do ativo, mas um ciclo de correção natural. Para quem investe pensando no longo prazo (HODL), essas quedas são oportunidades de compra; para quem opera alavancado, podem ser fatais.
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O Fator Trump e o Novo “Xerife” do Fed
O preço do Bitcoin não vive em uma bolha. O cenário macroeconômico dos EUA é o verdadeiro motor por trás dos gráficos.
- Novo Presidente do Fed: Donald Trump prometeu anunciar ainda em janeiro o nome do sucessor de Jerome Powell. O favorito? Kevin Hassett. O mercado especula se ele será mais “dovish” (favorável a cortar juros, o que impulsiona cripto) ou não.
- Dados Industriais (PMI): Hoje, o índice de atividade industrial dos EUA veio abaixo do esperado (51,8), sinalizando uma economia que desaquece levemente. Isso pode forçar o Fed a cortar juros mais rápido — música para os ouvidos dos bitcoiners.
A próxima semana será decisiva com o relatório de empregos (Payroll). Se o desemprego subir, o Bitcoin pode ganhar força como reserva de valor alternativa.
FAQ — Perguntas Frequentes
Por que o Ethereum subiu mais que o Bitcoin hoje?
O Ethereum subiu 4,3% (cotado a US$ 3.122), superando o Bitcoin. Isso geralmente acontece quando o mercado busca diversificação em projetos com maior utilidade prática (smart contracts) após uma estabilização do Bitcoin.
Quem será o novo presidente do Banco Central dos EUA (Fed)?
Donald Trump deve anunciar o indicado ainda em janeiro de 2026. Kevin Hassett é apontado como um dos favoritos para substituir Jerome Powell, cujo mandato termina em maio. A escolha pode impactar diretamente os juros e o mercado cripto.
Por que o Bitcoin subiu para US$ 90 mil agora?
Impulsionado por influxos em ETFs, cortes de juros do Fed, otimismo com Trump e volume 120% maior, rompendo resistências técnicas.





