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ToggleVocê já checou seu planejamento financeiro para janeiro? Se você ganha até R$ 5.000, temos uma notícia que equivale a um “aumento” indireto: o Imposto de Renda não vai mais morder uma fatia do seu salário a partir deste mês.
A mudança histórica na tabela do IR, que entra em vigor agora em 2026, promete um alívio real para a classe média. Segundo simulações, a economia pode chegar a R$ 4.000 por ano — praticamente um 14º salário para muitos brasileiros. Mas como isso funciona na prática e quem paga a conta dessa isenção? Vamos descomplicar.
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O “Leão” Ficou Menos Voraz (Para a Maioria)
A regra é clara: a partir de janeiro de 2026, quem tem renda mensal de até **R$ 5.000** está isento de pagar Imposto de Renda. Antes, o teto era de apenas dois salários mínimos (cerca de R$ 3.036), o que penalizava muito o poder de compra.
Para quem ganha um pouco mais, entre R$ 5.000 e R$ 7.350, a mordida também será menor. O governo criou um sistema de abatimento gradual, onde o desconto do imposto diminui. Não existe uma tabela fixa para essa faixa intermediária; o cálculo será feito caso a caso, dependendo das deduções legais de cada um.
“Essa economia de até R$ 4 mil anuais não deve ser vista como dinheiro para gasto supérfluo, mas como a semente da sua liberdade financeira.”
Já para quem ganha acima de R$ 7.351, a vida segue normal: aplicam-se as alíquotas progressivas de sempre (7,5% a 27,5%).
Quem Ganha Mais, Paga Mais?
Para equilibrar a balança fiscal e permitir essa isenção para 15 milhões de trabalhadores, a conta foi repassada para o topo da pirâmide.
Foi instituída uma alíquota mínima de 10% para quem tem renda superior a **R$ 50 mil por mês** (ou R$ 600 mil anuais). Segundo o governo, isso afeta apenas 141 mil brasileiros — cerca de 0,13% dos contribuintes. É uma medida de justiça fiscal: desonerar quem produz e consome na base, e tributar quem acumula no topo.
Atenção ao Calendário: Não Confunda as Coisas!
Aqui mora a maior dúvida. A mudança vale para o dinheiro que entra na sua conta a partir de agora (contracheque de janeiro, pago no fim do mês ou início de fevereiro).
Porém, a Declaração de Ajuste Anual que você entregará entre março e maio de 2026 refere-se ao ano-base 2025. Ou seja, na hora de declarar este ano, valem as regras antigas. O alívio na declaração só será sentido em 2027.
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FAQ — Perguntas Frequentes
Qual o novo limite de isenção mensal do IRPF?
A partir de janeiro de 2026, rendimentos tributáveis mensais de até R$ 5.000,00 ficam isentos do IRPF, com redução total do imposto até esse valor (máximo de R$ 312,89).
E para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350?
Nessa faixa, aplica-se uma redução decrescente do imposto calculada pela fórmula R$ 978,62 – (0,133145 x rendimentos tributáveis), zerando a partir de R$ 7.350,01.
Como ficam os dividendos e lucros distribuídos com o novo IRPF?
Valores acima de R$ 50.000,00 mensais por fonte pagadora sofrem retenção de 10% na fonte, incidente sobre o total pago, sem deduções
Quando as mudanças entram em vigor?
A partir de 1º de janeiro de 2026, impactando a retenção na fonte mensal e a declaração anual de 2027 (ano-base 2026).





