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ToggleAcordar sem saber quem governa o próprio país é um pesadelo que poucos conseguem imaginar, mas é a realidade crua que nossos vizinhos venezuelanos enfrentam hoje. A operação relâmpago que retirou Nicolás Maduro do poder não trouxe respostas, mas sim um vácuo de autoridade que deixa o mundo em alerta.
De um lado, Washington promete uma “administração temporária”; do outro, Caracas grita “resistência”. No meio desse fogo cruzado, não está apenas o destino de uma nação, mas o controle das maiores reservas de petróleo do planeta.
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Quem Manda na Venezuela Agora?
A situação é, no mínimo, insólita. Donald Trump, após a operação que levou Maduro a um tribunal em Nova York, declarou que os EUA vão “administrar” a Venezuela até que uma transição seja segura. O nome de Marco Rubio, Secretário de Estado, surge como um possível “interventor”.
O que chocou analistas, porém, foi o “gelo” dado na oposição tradicional. Trump descartou Maria Corina Machado, figura central da resistência democrática, alegando que ela não tem apoio suficiente. Enquanto isso, Delcy Rodríguez, a vice-presidente do regime, invoca “faculdades especiais” e promete que o país não será colônia.
“Todas as figuras políticas e militares na Venezuela devem entender: o que aconteceu com Maduro acontecerá com eles se desafiarem os desejos dos EUA.” — Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos.
A Doutrina “Donroe” e o Ouro Negro
Por trás da narrativa de “guerra às drogas”, especialistas apontam para o que realmente move as engrenagens: a energia. A nova estratégia de segurança americana, apelidada de “Doutrina Donroe” (uma mistura de Donald com a imperialista Doutrina Monroe de 1823), deixa claro: a América Latina é quintal dos EUA, e potências como China e Rússia não são bem-vindas.
Trump foi transparente: o objetivo é trazer as grandes petrolíferas americanas (como a Chevron, que já opera lá) para recuperar a infraestrutura e controlar o fluxo de energia. Com 303 bilhões de barris em reservas, a Venezuela é a bateria que os EUA querem garantir para si e para o Ocidente.
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O Mundo Reage: Cautela e Condenação
A repercussão global mostra um mundo dividido. Enquanto o presidente Lula condena veementemente a ação como uma violação do direito internacional e prevê caos, a Europa adota um tom mais analítico, porém preocupado.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, embora crítico ao legado de ruína deixado por Maduro, alertou para o risco de instabilidade e pediu uma avaliação legal rigorosa sobre a intervenção. A mensagem é clara: derrubar um ditador é uma coisa; ocupar um país e controlar seus recursos é um jogo muito mais perigoso.
FAQ — Perguntas Frequentes
Trump Vai Colocar Tropas na Venezuela?
Sim, Trump indicou disposição para tropas terrestres além da operação inicial, descrita como maior ação militar desde a II Guerra Mundial. O foco é esmagar “maus elementos” remanescentes.
Quem vai governar a Venezuela após a saída de Maduro?
Ainda é incerto. Trump afirmou que os EUA “administrarão” o país temporariamente, possivelmente via Marco Rubio. Internamente, a vice-presidente Delcy Rodríguez alega ser a autoridade legítima. A oposição, liderada por Maria Corina, foi descartada por Trump neste momento.
Qual o real interesse dos EUA na Venezuela?
Embora a justificativa oficial seja o combate ao narcotráfico, Trump destacou explicitamente as reservas de petróleo (“tremenda energia”) e o desejo de que empresas americanas assumam a exploração desses recursos.





