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ToggleA imagem de um país sem comando claro assusta, mas a Venezuela amanheceu hoje com dois presidentes: um capturado em Nova York e outra em Caracas, prometendo resistência. Delcy Rodríguez, a vice-presidente que agora ocupa a cadeira mais quente da América Latina, não apenas assumiu o poder como lançou um desafio direto a Washington.
Enquanto Donald Trump afirma que os EUA vão “administrar” a transição, Delcy invoca decretos de emergência e chama a operação de “sequestro”. O que está em jogo não é apenas a faixa presidencial, mas a soberania de uma nação inteira e o controle das maiores reservas de petróleo do mundo.
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O Decreto de “Faculdades Especiais”
Não se engane pensando que Delcy assumiu apenas para “apagar incêndios”. Ela traz na manga um decreto de “Estado de Exceção e Faculdades Especiais”, supostamente assinado por Nicolás Maduro horas antes de sua captura.
Na prática, isso dá ao governo poderes quase ilimitados para mobilizar as Forças Armadas, controlar a indústria do petróleo e restringir garantias constitucionais em nome da defesa nacional. É a cartada final do chavismo para evitar o colapso interno.
“Só existe um presidente neste país e o nome dele é Nicolás Maduro… Exigimos prova de vida imediata.” — Delcy Rodríguez, em pronunciamento oficial.
América Latina Dividida: O Risco do Contágio
A posse de Delcy e a ação dos EUA racharam o continente como um espelho quebrado. De um lado, Brasil, Colômbia e Chile condenam a violação da soberania, temendo que o precedente (“hoje a Venezuela, amanhã qualquer um”) desestabilize a região. Lula foi enfático ao chamar a ação de “linha inaceitável”.
Do outro lado, Argentina (Milei) e Equador celebram a queda de Maduro como o avanço da liberdade. Essa polarização extrema não é apenas diplomática; ela afeta o mercado, o câmbio e a segurança nas fronteiras. A neutralidade, em 2026, tornou-se um luxo que poucos podem pagar.
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O Que Esperar dos Próximos Dias?
A situação é volátil. Trump diz que Delcy estaria disposta a colaborar — uma afirmação que ela nega publicamente com veemência. Essa “guerra de narrativas” serve para confundir a população e as Forças Armadas venezuelanas.
O fiel da balança, como sempre, são os militares. Se eles mantiverem a lealdade a Delcy (e ao decreto de Maduro), a promessa de Trump de “administrar” a Venezuela pode se transformar em um conflito prolongado e sangrento. O mundo observa, tenso, se a retórica de resistência vai se sustentar ou se ruirá sob a pressão do Norte.
FAQ — Perguntas Frequentes
Quem é Delcy Rodríguez na Crise Venezuelana?
Delcy Rodríguez, vice-presidente e ministra chavista, assumiu liderança interina após captura de Maduro, desafiando Trump com “Maduro é o único presidente legítimo”. Ela negocia com Marco Rubio enquanto comanda “Comoção Exterior” contra EUA.
Qual o Contexto da Captura de Maduro?
EUA executaram operação em Caracas (47 segundos), transportando Maduro para NY; Delcy reagiu com estado de emergência e ataques retaliatórios. Trump planeja governo interino sem ela inicialmente.
Quem é a presidente da Venezuela agora?
Oficialmente, para o governo venezuelano e países como o Brasil, Delcy Rodríguez é a presidente interina, seguindo a linha sucessória constitucional. Para os EUA, a situação é de transição, com Trump afirmando que Washington “administrará” o país temporariamente.
Como o Brasil reagiu à posse de Delcy?
O governo brasileiro reconhece a legitimidade constitucional de Delcy Rodríguez na ausência do presidente e condenou duramente a operação militar dos EUA, classificando-a como uma violação do direito internacional e da soberania.





