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ToggleEnquanto o mundo debate as implicações políticas da captura de Nicolás Maduro, o mercado financeiro — pragmático e frio como sempre — já escolheu seus vencedores. Não é sobre ideologia, é sobre fluxo de capital. Nesta segunda-feira (5), vimos um movimento curioso: ações de empresas de defesa dispararam e títulos de dívida que pareciam “mortos” ressuscitaram.
É fascinante (e um pouco assustador) observar como eventos geopolíticos de alta tensão se traduzem instantaneamente em gráficos verdes nas bolsas. O recado de Wall Street e das bolsas europeias foi claro: a intervenção dos EUA abriu a temporada de apostas na reconstrução da Venezuela e no rearmamento global.
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Por Que as “Ações de Guerra” Dispararam?
O setor de defesa liderou as altas nas bolsas internacionais. O índice de empresas aeroespaciais subiu 3,2%, o maior valor desde outubro. Empresas como a alemã Rheinmetall e a sueca Saab saltaram quase 7%.
A lógica do investidor aqui é direta: uma intervenção militar dos EUA sinaliza um mundo mais instável e propenso ao uso da força. Isso significa contratos governamentais, reposição de estoques de munição e modernização de frotas. Quando a diplomacia falha (ou é ignorada), a indústria bélica fatura.
O Mistério do Petróleo e a Dívida “Zumbi”
Você deve estar se perguntando: “Se a Venezuela tem a maior reserva de petróleo do mundo, o preço do barril não deveria explodir?”. Curiosamente, o Brent teve apenas uma oscilação leve (US$ 60,80).
O motivo é que a produção venezuelana atual é uma sombra do que já foi. O mercado não precifica o petróleo que está no subsolo, mas o que chega aos navios. A aposta de Trump é trazer gigantes como a Chevron (que já opera lá) e tentar atrair de volta ExxonMobil e ConocoPhillips para modernizar a infraestrutura sucateada.
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A Ressurreição dos Títulos
O fenômeno mais impressionante do dia foi nos títulos da dívida soberana (bonds). Papéis do governo venezuelano e da PDVSA, que estavam em default (calote) desde 2017, subiram cerca de 20% em horas.
Investidores que compraram essa dívida por centavos agora veem a possibilidade real de receber. A expectativa é de uma reestruturação da dívida — talvez uma das maiores da história — sob uma nova administração alinhada aos EUA. É o mercado apostando que a Venezuela vai “pagar a conta”.





