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ToggleVocê já teve aquela sensação incômoda de abrir o aplicativo do vale-refeição na metade do mês e encontrar o saldo zerado? Não é falta de planejamento, é a realidade estatística. Dados recentes mostram que o trabalhador brasileiro está pagando para trabalhar — ou, pelo menos, para comer.
A média nacional do benefício em 2025 fechou em R$ 649. Parece um valor razoável à primeira vista, mas quando colocamos na ponta do lápis o preço do “prato feito” (PF) e dos restaurantes por quilo, a conta não fecha. O benefício dura, em média, apenas 10 dias úteis. O resto do mês? Sai do seu bolso.
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A Matemática do “Fim de Mês”
O levantamento da Pluxee revela um cenário preocupante. Para cobrir os dias que o vale não alcança, o trabalhador brasileiro precisa desembolsar, em média, R$ 568,52 do próprio salário. Isso corrói o poder de compra e transforma o benefício, que deveria ser um alívio, em uma preocupação constante.
Essa limitação força uma mudança de comportamento. Quase metade dos usuários (49%) almoça em apenas três lugares diferentes durante o mês todo. A fidelidade aqui não é por amor à comida, mas por estratégia de sobrevivência financeira: encontrar o local mais barato e não largar mais.
“Nenhuma unidade da federação alcança 80% de cobertura do mês trabalhado… O Norte concentra os piores indicadores, com Roraima atingindo apenas 7 dias úteis.”
O Ranking da “Marmita”: Valor por Estado
A desigualdade regional é gritante. Enquanto no Rio de Janeiro e em Minas Gerais o valor dura um pouco mais (cerca de 13 dias), em outros estados a situação é crítica.
Confira se o valor do seu estado está acima ou abaixo da média:
| Estado | Valor Médio (R$) | Estado | Valor Médio (R$) |
| RJ | 646,67 | SE | 505,40 |
| PA | 608,47 | CE | 503,11 |
| SP | 597,94 | TO | 498,00 |
| DF | 571,42 | BA | 495,69 |
| MS | 554,40 | AM | 493,39 |
| ES | 542,14 | GO | 492,37 |
| RN | 535,03 | RR | 488,63 |
| SC | 533,55 | PR | 484,88 |
| RS | 516,66 | PI | 450,12 |
| MG | 506,45 | AP | 436,30 |
Delivery vs. Presencial
Um dado curioso é o tíquete médio. Quando o pedido é online, gastamos mais (R$ 62,40) do que presencialmente (R$ 41,24). A comodidade do delivery cobra seu preço, acelerando ainda mais o fim do saldo.
Lidar com orçamentos apertados e benefícios que não duram o mês todo exige mais do que calculadora; exige frieza e estratégia. Se você quer parar de sentir que o dinheiro controla você e começar a dominar suas finanças com inteligência emocional, convido você a conhecer o manual Mentalidade de Alto Calibre. É a ferramenta essencial para quem deseja parar de apenas sobreviver aos boletos e começar a construir uma vida de escolhas conscientes.
O Que Fazer?
Enquanto as empresas não reajustam os valores para a realidade da inflação dos alimentos, a solução passa pela “marmita” e pela negociação. Levar comida de casa alguns dias da semana pode ser a única forma de fazer o cartão durar até o dia 30. Não é o ideal, mas é a estratégia de guerra atual do trabalhador brasileiro.
FAQ — Perguntas Frequentes
Qual é o valor médio do vale-refeição no Brasil em 2025/2026?
A média nacional registrada foi de R$ 649,00. No entanto, esse valor varia bastante conforme o estado, sendo o Rio de Janeiro o maior (R$ 646,67 na tabela ajustada) e o Amapá o menor (R$ 436,30).
Qual estado tem o vale-refeição mais alto?
Segundo o levantamento da Pluxee, o Rio de Janeiro lidera o ranking com uma média de R$ 646,67, seguido pelo Pará (R$ 608,47) e São Paulo (R$ 597,94).
Quanto o trabalhador gasta do próprio bolso para comer?
Estima-se que, para completar as refeições do mês que o vale não cobre, o trabalhador brasileiro precise desembolsar uma média de R$ 568,52 do próprio salário.





