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ToggleSe você trabalha com exportação ou acompanha o mercado, sabe que a relação comercial com os Estados Unidos viveu uma montanha-russa em 2025. O chamado “tarifaço” de Trump assustou, mas o jogo de cintura da diplomacia brasileira começou a surtir efeito. A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, foi clara: evoluímos, mas ainda há muito trabalho a fazer em 2026.
A boa notícia é que o “sangramento” diminuiu. A queda nas exportações, que chegou a assustadores 30% em outubro, recuou para 7% em dezembro. Mas o desafio persiste: produtos vitais da nossa indústria — como máquinas, móveis e calçados — ainda enfrentam uma barreira tarifária de 50%.
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O “Nó” dos 50%: Quem Ainda Sofre?
Imagine tentar vender seu produto competindo com um imposto extra de metade do valor. É essa a realidade de setores estratégicos da indústria brasileira hoje. Apesar das negociações recentes terem livrado parte do agro e outros itens, o foco do MDIC agora é cirúrgico: aumentar a lista de exclusões para salvar a competitividade de:
- Máquinas e equipamentos;
- Setor moveleiro;
- Indústria de calçados.
“Brasil e EUA têm uma relação histórica… O comércio entre os dois países é ganha-ganha, e todo o empenho do governo brasileiro ao longo destes meses foi de negociar.” — Tatiana Prazeres, Secretária de Comércio Exterior do MDIC.
A “Dualidade Macro” de 2026
Tatiana Prazeres cunhou um termo interessante para o cenário deste ano: dualidade macro. O que isso significa para o seu negócio? Significa que teremos que jogar no ataque e na defesa ao mesmo tempo. Enquanto o Brasil busca abrir novos mercados (como os recentes 525 no agro), precisará gastar energia defendendo o que já conquistou contra barreiras protecionistas de gigantes como os EUA.
O Copo Meio Cheio (ou Meio Vazio?)

Os números de 2025 não mentem: as exportações para os EUA caíram 6,6% no ano, gerando um déficit de US$ 7,5 bilhões. Porém, a curva de recuperação no final do ano sinaliza que o pior do choque inicial pode ter passado. A estratégia do governo para 2026 é pragmática: dialogar item por item, provando que o produto brasileiro não ameaça a indústria americana, mas a complementa.
Entender essas dinâmicas globais é crucial não apenas para grandes empresários, mas para qualquer um que queira proteger seu patrimônio em dólar ou real. Se você quer parar de ser pego de surpresa por tarifas e canetadas políticas e começar 2026 com uma visão estratégica afiada, convido você a conhecer o manual Mentalidade de Alto Calibre. É a ferramenta essencial para quem deseja dominar as próprias escolhas econômicas em um mundo cada vez mais incerto.
O Que Esperar?
Não espere um milagre da noite para o dia. A negociação comercial é lenta e técnica. Mas a sinalização de que o diálogo continua ativo é positiva para o mercado. Para o investidor, fica o alerta: setores exportadores ainda estão sob pressão, mas aqueles que conseguirem a “isenção dourada” podem ver suas ações dispararem.
FAQ — Perguntas Frequentes
O que disse a secretária do MDIC sobre negociações Brasil-EUA?
Tatiana Prazeres afirmou que ainda há trabalho a ser feito nas negociações comerciais, apesar dos avanços no segundo semestre de 2025, com foco em excluir mais produtos das tarifas de 50%.
Quais produtos brasileiros ainda pagam tarifa de 50% para os EUA?
Máquinas e equipamentos, móveis e calçados permanecem sujeitos à sobretaxa máxima; objetivo do MDIC é ampliar exclusões para reduzir impacto nas exportações.
Exportações brasileiras para EUA caíram quanto em 2025?
Recuaram 6,6%, de US$ 40,37 bi em 2024 para US$ 37,72 bi, impactadas pelo tarifaço de Trump iniciado em abril de 2025, com pior momento em outubro (-35,4%).





