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ToggleA notícia que o mercado de energia (e a diplomacia mundial) esperava com a respiração suspensa finalmente chegou. Washington começou a levantar os embargos sobre a Venezuela, mas não se engane: isso não é um sinal de liberdade total. Pelo contrário, é uma troca de chaves.
Ao permitir que o petróleo volte a fluir, os Estados Unidos deixaram claro quem manda no fluxo e no caixa. A Casa Branca anunciou que controlará a distribuição e o lucro do ouro negro venezuelano por tempo “indefinido”. Na prática, a Venezuela volta ao mercado global, mas sob uma tutela financeira rigorosa que promete redesenhar as alianças globais.
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Liberdade Vigiada: Como Vai Funcionar?
A suspensão das sanções é técnica. Ela serve para “destravar” os navios e permitir que as petrolíferas americanas operem. Mas o Departamento de Energia dos EUA desenhou um mecanismo curioso de controle:
- A Venda: Será feita pelo governo dos EUA para refinarias americanas e globais.
- O Dinheiro: Não vai para Caracas. O lucro será depositado em contas controladas por Washington.
- O Repasse: Só acontecerá se os EUA decidirem que é hora de “beneficiar o povo venezuelano”, usado como alavanca para forçar mudanças políticas.
“Continuamos em estreita coordenação com as autoridades interinas, e suas decisões continuarão a ser ditadas pelos Estados Unidos da América.” — Karoline Leavitt, Secretária de Imprensa da Casa Branca.
50 Milhões de Barris em Jogo

O volume inicial é gigantesco. Trump afirmou que entre 30 e 50 milhões de barris que estavam retidos sob embargo serão entregues imediatamente. Marco Rubio, secretário de Estado, foi além: o objetivo é pegar “todo o petróleo que está retido”.
Isso transforma a economia da Venezuela em um “mesada geopolítica”. Como o petróleo é a principal (e quase única) fonte de dólares do país, quem controla a torneira, controla o governo interino.
Assim como uma nação pode perder a soberania sobre seu principal recurso se não tiver uma gestão estratégica, você também pode perder o controle da sua vida se não blindar sua mente contra influências externas. Se você quer parar de ter suas decisões “ditadas” pelas circunstâncias e assumir o comando em 2026, convido você a conhecer o manual Mentalidade de Alto Calibre. É a ferramenta essencial para quem deseja soberania sobre o próprio destino e finanças.
China e Rússia: A Irritação dos Ex-Parceiros
Essa manobra dos EUA não agradou a todos. A China (maior compradora do petróleo venezuelano até então) e a Rússia foram escanteadas.
Para piorar o clima, a marinha americana interceptou um navio petroleiro no Atlântico após três semanas de perseguição, alegando combate à “frota fantasma”. Pequim acusou Washington de intimidação. O recado é claro: o petróleo da Venezuela agora tem dono, e ele fala inglês.
O Futuro das Petrolíferas
Na próxima sexta-feira, Trump se reunirá com executivos do setor (provavelmente gigantes como Chevron e Exxon) para traçar o plano de recuperação. A meta é ambiciosa: reativar a produção venezuelana em 18 meses. O país tem 17% das reservas mundiais, mas hoje contribui com míseros 1%. Se esse gigante acordar sob gestão americana, o preço do combustível no mundo todo pode mudar.
FAQ — Perguntas Frequentes
Os EUA aliviaram sanções à Venezuela para controlar seu petróleo?
Sim. Washington suspendeu restrições para permitir venda de petróleo venezuelano a refinarias americanas e globais, com supervisão indefinida pelo Departamento de Energia dos EUA.
Trump anunciou entrega de quantos barris de petróleo da Venezuela?
Entre 30 e 50 milhões de barris de alta qualidade, equivalentes a até 2 meses de produção diária, com lucros controlados pelo governo americano em contas supervisionadas.
Quem controla as vendas de petróleo venezuelano agora?
Governo Trump. Secretário de Energia Chris Wright afirmou que EUA venderão a produção venezuelana no mercado internacional por tempo indeterminado, depositando receitas em contas sob seu controle.





