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ToggleEste domingo (11) amanheceu sob tensão máxima no Oriente Médio. Enquanto o regime iraniano emite alertas severos de retaliação militar contra bases americanas e o território israelense, uma outra batalha — talvez mais perigosa para os aiatolás — acontece nas ruas de Teerã.
Uma onda de protestos contra o líder supremo Ali Khamenei está sacudindo as estruturas do país. Para analistas, essa instabilidade interna não é apenas um grito popular; é a janela de oportunidade que Washington e Tel Aviv esperavam para enfraquecer um de seus maiores rivais sem precisar disparar o primeiro míssil.
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A Estratégia da “Implosão”
Em entrevista ao Jornal da CBN, o professor de Relações Internacionais da PUC Minas, Danny Zahreddin, trouxe uma leitura cirúrgica do cenário. Segundo ele, Estados Unidos e Israel enxergam as manifestações não apenas como um distúrbio civil, mas como uma ferramenta geopolítica para “corroer o regime por dentro”.
A lógica é clara: um governo ocupado em conter sua própria população tem menos recursos e capital político para projetar poder externo ou financiar grupos aliados na região.
“O Irã alertou que irá retaliar Israel e bases militares dos EUA caso seja alvo de um ataque… A declaração ocorre em meio a uma onda de protestos contra o regime.”
O Risco de Guerra Aberta
A resposta de Teerã às pressões internas e externas foi elevar o tom. A ameaça de atacar bases americanas coloca a região em alerta vermelho. O regime tenta usar o inimigo externo (EUA/Israel) para unificar a população e deslegitimar os protestos, pintando-os como “interferência estrangeira”.
Para o mercado global, isso significa volatilidade. O preço do petróleo e a segurança das rotas comerciais no Golfo Pérsico voltam à mesa de negociações de risco.
Compreender o xadrez global é fundamental, mas saber como manter a calma e a clareza mental em um mundo que parece estar sempre à beira do colapso é o que vai diferenciar você da multidão. Se você quer parar de ser consumido pela ansiedade das notícias e desenvolver uma postura inabalável diante das crises de 2026, convido você a conhecer o manual Mentalidade de Alto Calibre. É a leitura obrigatória para quem deseja governar a si mesmo, independentemente de quem governa o mundo.
O Que Vem a Seguir?
A comunidade internacional observa se os protestos ganharão massa crítica para ameaçar a sobrevivência do regime ou se serão sufocados pela repressão estatal, como em anos anteriores. A diferença, agora, é a coordenação da pressão externa com a insatisfação interna.
Para Israel e EUA, o cenário ideal é o colapso do regime sem intervenção militar direta. Para o Irã, é uma luta existencial em duas frentes.
FAQ — Perguntas Frequentes
Por que há protestos no Irã em 2026?
Os protestos são motivados pela insatisfação popular com o regime teocrático do aiatolá Ali Khamenei, agravada por crises econômicas, restrições às liberdades individuais e isolamento internacional.
O que o Irã ameaçou fazer?
Neste domingo (11), o Irã alertou que atacará bases militares dos Estados Unidos e o território de Israel caso sofra qualquer agressão militar americana, numa tentativa de dissuasão.
Qual a visão dos EUA e Israel sobre os protestos?
Segundo o professor Danny Zahreddin, essas potências veem os protestos como uma oportunidade estratégica de enfraquecer e “corroer” o regime iraniano internamente, poupando recursos militares diretos.





