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ToggleO mercado financeiro acordou nesta terça-feira (13) assistindo a um verdadeiro “vale-tudo” em Washington. O que deveria ser apenas um dia tenso pela divulgação dos dados de inflação (CPI) se transformou em uma crise institucional aberta entre a Casa Branca e o Banco Central americano.
Donald Trump intensificou a pressão sobre Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, com ameaças de investigação criminal que deixaram investidores do mundo todo em alerta. Enquanto os gigantes brigam, o seu dinheiro está na mesa. Hoje é dia de volatilidade máxima, com dados cruciais saindo tanto nos EUA quanto no Brasil.
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O Ringue: Trump vs. Powell
A tensão escalou ontem (12), quando o Fed revelou que o Departamento de Justiça (sob comando de Trump) intimou Jerome Powell. O motivo oficial? Declarações sobre a reforma de um prédio-sede. O motivo real, segundo o mercado? Pressão política para cortar juros.
Powell classificou a ação como “sem precedentes” e recebeu apoio de ex-presidentes do Fed, que veem uma tentativa clara de quebrar a independência do Banco Central. Quando a política interfere na máquina de imprimir dinheiro, a credibilidade da maior economia do mundo balança — e isso costuma jogar o dólar para o alto em países emergentes como o Brasil.
O Dado do Dia: CPI às 10h30
Nesse clima de guerra, sai hoje o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) dos EUA.
- Se a inflação vier alta: Powell ganha munição para manter os juros altos (o que Trump odeia).
- Se a inflação vier baixa: O mercado pode respirar aliviado, vendo espaço para cortes.
No Brasil: O Setor de Serviços
Enquanto olhamos para fora, o IBGE divulga às 9h00 os dados do setor de serviços de novembro. A expectativa é de uma alta tímida de 0,1%. Esse número é vital para o Banco Central brasileiro calibrar a Selic. Se o setor de serviços estiver muito aquecido, a inflação por aqui também preocupa.
Navegar por um mercado onde presidentes e banqueiros trocam ameaças públicas exige nervos de aço. A volatilidade pode destruir patrimônios despreparados em minutos. Se você quer blindar sua mente contra esse caos político-econômico e aprender a tomar decisões frias em momentos de calor máximo, convido você a conhecer o manual Mentalidade de Alto Calibre. É a ferramenta essencial para quem deseja parar de reagir às manchetes e começar a dominar as próprias escolhas com visão estratégica.
O que eu penso sobre isso?

Estamos diante de um verdadeiro cruzamento do Rubicão institucional em Washington: o cerco de Trump a Powell, agora com o Departamento de Justiça instrumentalizado em uma investigação criminal sobre reformas prediais, deixou de ser retórica de palanque para se tornar a maior ameaça à independência do Fed em décadas. O que vejo aqui não é apenas uma disputa de egos, mas uma aposta perigosíssima do Executivo que, ao tentar forçar cortes de juros “na marra” para anabolizar a economia antes das midterms, arrisca desancorar as expectativas de inflação e transformar o dólar em refém de caprichos políticos. Se Powell ceder ou for removido, o mercado perderá sua bússola de credibilidade, e o preço disso será cobrado em juros longos mais altos e volatilidade estrutural — em suma, o “dia decisivo” de hoje não é sobre um número no CPI, mas sobre a sobrevivência da tecnocracia contra o populismo monetário.
O Que Esperar do Pregão?
Com o Congresso em recesso no Brasil, o humor da Bolsa (Ibovespa) e do Dólar será ditado 100% pelo exterior. Se o CPI vier comportado, podemos ter um dia de alívio. Se vier forte, somado à briga Trump-Powell, prepare-se para ver os juros futuros subirem e a bolsa oscilar forte.
FAQ — Perguntas Frequentes
O que está acontecendo entre Trump e Powell?
O governo Trump, através do Departamento de Justiça, intimou Jerome Powell (presidente do Fed) para uma investigação criminal, alegando questões sobre um depoimento ao Senado. O mercado vê isso como pressão política para forçar a queda de juros.
O que é o CPI e por que ele importa hoje?
O CPI é o índice oficial de inflação ao consumidor dos EUA. Ele será divulgado hoje às 10h30. O dado mostrará se os preços estão subindo ou descendo, o que define se o Fed pode ou não cortar a taxa de juros americana.
Qual a previsão para o setor de serviços no Brasil?
O IBGE divulga hoje os dados de novembro. O mercado espera uma leve alta de 0,1% no volume de serviços. Um número muito acima disso pode pressionar o Banco Central a manter a Selic alta por mais tempo.





