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ToggleA calmaria durou pouco. Após quatro dias seguidos de alívio no câmbio, o mercado financeiro tomou um “banho de realidade” nesta quarta-feira (7). O dólar, que parecia comportado, voltou a subir e encostar nos R$ 5,40, enquanto a Bolsa (Ibovespa) recuou.
O motivo? Uma mistura explosiva de dados de emprego nos Estados Unidos e um novo capítulo na novela geopolítica da Venezuela. O investidor, que ontem estava otimista, hoje operou com o freio de mão puxado. Vamos entender o que mudou de ontem para hoje e por que o plano de Donald Trump para o petróleo venezuelano mexeu com os ânimos globais.
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O “Susto” do Emprego Americano
O mercado vive uma relação de amor e ódio com os dados dos EUA. O relatório ADP divulgado hoje mostrou a criação de 41.000 vagas no setor privado — um número levemente abaixo do esperado, mas suficiente para deixar todos em alerta.
Por que isso importa? Porque sexta-feira (9) sai o “pai de todos os dados”, o Payroll. Qualquer surpresa nesses números pode mudar a decisão do Banco Central americano (Fed) sobre cortar ou não os juros. Na dúvida e com medo da volatilidade, o investidor correu para a segurança do dólar, fazendo a moeda subir 0,36% (R$ 5,3955).
O Plano de Trump Irrita a China
No front geopolítico, Donald Trump jogou gasolina na fogueira. Ele anunciou um plano para refinar e vender 50 milhões de barris de petróleo venezuelano que estavam bloqueados. A ideia é monetizar a intervenção, mas isso derrubou o preço do petróleo globalmente (mais oferta = preço menor) e irritou a China, que tem interesses na região.
Essa queda do petróleo, somada à cautela externa, pesou no Ibovespa, que caiu 1,07%, perdendo o patamar dos 162 mil pontos. Os grandes bancos (Itaú, Bradesco) puxaram a fila da queda, enquanto a Vale tentou segurar as pontas com uma leve alta.
Viver em um mundo onde um tuíte de um presidente ou um dado de emprego em outro país mexe com o seu bolso pode gerar muita ansiedade. Se você quer parar de ser refém dessa volatilidade externa e começar a blindar seu patrimônio e suas emoções para 2026, convido você a conhecer o manual Mentalidade de Alto Calibre. É a ferramenta essencial para quem deseja parar de apenas reagir ao mercado e começar a dominar as próprias escolhas com uma visão estratégica.
O Duelo da Educação: Cogna vs. Yduqs
Um detalhe curioso do pregão de hoje foi a “guerra” no setor de educação, influenciada por uma simples recomendação do banco JPMorgan:
- Cogna (COGN3): Subiu 5,41% após ter sua recomendação elevada.
- Yduqs (YDUQ3): Desabou 5,66% após ter sua recomendação rebaixada.
Isso mostra como o mercado é sensível a análises de grandes players, criando oportunidades e riscos em questão de horas.
FAQ — Perguntas Frequentes
Como o plano de Trump afeta a Petrobras?
Trump quer vender 50 milhões de barris de petróleo da Venezuela. O aumento da oferta global tende a derrubar o preço do barril (o que aconteceu hoje). Isso pressiona as ações de petroleiras como a Petrobras, embora a estatal tenha resistido bem com leve alta.
Qual o plano de Trump para a Venezuela que impacta o dólar?
Trump anunciou controle americano sobre o petróleo venezuelano, enviando petrolíferas dos EUA para reconstruir a infraestrutura, o que pode inundar o mercado com oferta extra e pressionar preços globais.
Plano de Trump beneficia ou prejudica economia brasileira com dólar em R$ 5,40?
Prejudica exportadores por real mais forte, mas beneficia importadores; superávit comercial 2025 caiu 7,9% com tarifas americanas, agravando dependência de commodities.





