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ToggleO estilo imprevisível de Donald Trump marcou 2025 com um tarifaço comercial que abalou relações internacionais, causando tensão em bolsas, empresas e governos. Apesar de tarifas recíprocas para mais de 50 países anunciadas em 1º de abril (“dia da libertação”), o Brasil negociou alívio gradual após escalada para 50%.
Cronologia do tarifaço Trump
| Data | Evento | Impacto Brasil |
|---|---|---|
| Abr/25 | Tarifas recíprocas (10% Brasil) | Início moderado |
| Jul/25 | Pós-reunião BRICS no RJ | +40% extra (total 50%) |
| Set/25 | Encontro ONU NY (Lula-Trump) | Início negociações |
| Out/25 | Reunião Malásia | Acordo preliminar |
| Nov/25 | Retirada de 238 itens (café, carne, frutas) | 22% itens ainda tarifados |
Pior momento: tarifa de 50% afetou agro e máquinas após fala de Lula sobre zona comercial BRICS sem dólar.
Brasil x tarifaço: da tensão à negociação
- Abril: Brasil tarifado em 10% (piso da lista; Vietnã 46%, China 34%).
- Julho: Trump reage a BRICS com +40%, citando “perseguição a Bolsonaro”.
- Setembro: “Química” em encontro ONU abre diálogo; sanções contra autoridades brasileiras revogadas.
- Novembro: 238 itens liberados (café, carne bovina, frutas), com efeito retroativo de 13/11.
Geraldo Alckmin (MDIC) anunciou em Amcham: de 36% para 22% dos produtos ainda tarifados em 50%. Negociações seguem.
Propostas brasileiras na mesa
Para resolver tarifas, Brasil oferece:
- Parcerias em terras raras (2ª maior reserva mundial: 21 mi ton, 23% global).
- Data centers de empresas americanas.
- Redução de barreiras ao etanol EUA.
Desafio: Brasil tem reservas (MG, GO, AM, BA, SE), mas não domina tecnologia de extração (China 90% mercado). Levaria 15-20 anos sozinho.
Diplomacia retomada
- Outubro: 1ª conversa telefônica (30 min), com Alckmin, Haddad, Vieira. Lula propõe voltar a 10%.
- Trump indica Marco Rubio para negociações.
- Relações diplomáticas retomadas após 3 meses de impasse.
Trump x China: trégua de 1 ano em terras raras após escalada para 150% ambos lados. Trump fecha com Austrália, Japão, Ucrânia.
Lições do tarifaço 2025
Trump usou tarifas como arma negocial, causando volatilidade (bolsas, Apple, Nike afetadas). Brasil saiu de 50% para 22% tarifados, mas negociações continuam.
Perspectiva 2026: terras raras podem ser moeda de troca, mas Brasil precisa acelerar tecnologia mineral para transição energética (ímãs para EVs, turbinas, mísseis).





